Ministério do Trabalho acusa Bahia de explorar trabalho infantil clube contesta

Na tarde de segunda feira(28), o Ministério do Trabalho, acusou o Bahia de explorar mão de obra infantil. O órgão inclusive, lavrou autos de infração por exploração de mão de obra infantil e pela manutenção de jovens em locais inapropriados, sem ligação com os atletas em formação, que se encontram nos alojamentos do clube. Segundo auditor-fiscal Antônio Inocêncio, o Bahia colaborou com a ação. Os auditores fiscais e procurador do Ministério Público do Trabalho, Luís Carlos Gomes Carneiro Filho, descobriram as irregularidades por meio de inspeções e depoimentos de atletas recém-contratados. Com isso, chegaram até casas de família onde os menores estavam alojados. Nestes alojamentos, uma senhora era a responsável pela alimentação dos jogadores e informou receber R$ 800 por mês para manter os jovens na casa e exercer o papel de “mãe social”. Durante as inspeções, os meninos com mais de 14 anos que estavam hospedado nas casas foram remanejados para as dependências do Bahia. Entrevistado pelo jornal Correio, o gerente jurídico do clube, Vitor Ferraz, negou as acusações. “O Bahia não custeia nenhum tipo de alojamento, casa, imóvel, pessoa física ou jurídica, para atleta profissional, nem garoto que tenha contrato com o clube”, explicou Ferraz que disse estar reunindo provas para recorrer da acusação.

Diante da repercussão negativa, o Bahia divulgou nesta terça feira(29), uma nota oficial sobre a grave acusação :

O Esporte Clube Bahia vem a público desmentir a acusação de que teria havido trabalho infantil na instituição – denúncia essa que beira a irresponsabilidade, tendo em vista os fatos abaixo:

1 – Primeiramente, é de se lamentar a publicização pelo Ministério do Trabalho de um procedimento administrativo, ainda em fase inicial, sem que o Clube tenha sequer exercido o seu direito constitucional de defesa, bem como lhe tenha sido oportunizado a produção das provas necessárias para refutar a absurda imputação.

2 – Notificado pelo Ministério do Trabalho apenas na última quinta-feira (24), o Bahia ainda usufrui do prazo para apresentação de sua defesa e se valerá dos meios legais para demonstrar de maneira irrefutável e, se for necessário, pela via judicial, a inexistência de qualquer conduta abusiva.

3 – Não é verdade que o Clube mantenha qualquer tipo de instalação fora das suas dependências, seja mediante pagamento de aluguel, seja com oferecimento de quaisquer contrapartidas a terceiros, a fim de acomodar jovens que buscam uma colocação no Tricolor.

4 – O Bahia, além disso, possui parecer favorável do Conselho Tutelar acerca das condições oferecidas a seus jovens atletas, após recente fiscalização. Nenhum deles é submetido a qualquer atividade irregular.

5 – As atividades desenvolvidas com garotos menores de 14 anos são meramente lúdicas, em sistema de escolinha, fora das instalações do Clube, e com métodos distintos daqueles praticados pelas categorias de base. Não há qualquer vedação legal para tal situação, que é comum dentre entidades desportivas.

6 – Para completar, o Clube adota rigoroso controle documental em relação a qualquer adolescente que desenvolva atividade junto à instituição, tais como apresentação de documentação dos representantes legais, exames médicos e atestado de frequência escolar.

7 – Berço de constantes revelações do futebol brasileiro, como Daniel Alves e Anderson Talisca, o Bahia inclusive acaba de aderir a um programa social do UNICEF, em parceria com a Universidade do Futebol, depois de profunda análise sobre a gestão desenvolvida nas divisões de base tricolores.

fonte: Bahianoticias, Mtb e esporte clube bahia