18 homens deram o 1º passo para restringir aborto até em caso de estupro no Brasil

Matéria/MSN

“Aborto não pode ser uma questão de saúde pública”

“O direito à vida é desde a concepção. Quero deixar bem claro”

“Vida, sim, aborto, não!”

As aspas acima são de três, dos 18 homens que aprovaram, na tarde desta quarta (8), na comissão especial, a chamada PEC “Cavalo de Troia” (Proposta de Emenda a Constituição 181/2011), que determina que “a vida começa desde a concepção” e pode barrar a descriminalização do aborto, além de vetar sua prática em qualquer situação, inclusive nas que já são permitidas pela legislação brasileira: em caso de estupro, anencefalia do feto ou gravidez com risco de morte para a mãe.

De um lado, estavam os votos de 18 deputados:

Antônio Jácome (Podemos-RN), Diego Garcia (PHS-PR), Eros Biondini (PROS-MG), Evandro Gussi (PV-SP), Flavinho (PSB-SP), (PSC-SP), (PSD-SP), João Campos (PRB-GO), Joaquim Passarinho (PSD-PA), Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP), Leonardo Quintão (PMDB-MG), Marcos Soares (DEM-RJ), Pastor Eurico (PHS-PE), Paulo Freire (PR-SP), Alan Rick (DEM-AC), Givllado Carimbão (PHS-AL), Mauro Pereira (PMDB-RS), Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ).

Do outro, apenas o voto da única mulher presente, a deputada Erika Kokay (PT-DF).

Logo no início da sessão, que o HuffPost Brasil acompanhou, o presidente da comissão, deputado Evandro Gussi (PV-SP) negou questão de ordem da deputada sobre o fato de o relator ter acrescentado no parecer um tema além do conteúdo original da PEC: “Essa proposição foi movida por aqueles que acham que o corpo das mulheres os pertence, que acham que não deve haver planejamento familiar”, criticou a parlamentar.

Matéria/MSN